Nunca havia me sentido tão aliviado antes. Foi duro, difícil e entristecedor. O fim estava se repetindo – sem surpresas – mais uma vez. Aquele adeus não foi como colocar as asas para fora e voar livremente, e sim como jogar as asas fora e pisar firmemente no chão. Essa foi minha libertação. “Estou vivo!!” – eu disse.

— Diário de um sonhador

Há dias em que me afasto das palavras. Eu tento deixar o silêncio tomar conta e me fazer companhia. É necessário, sabe? Todos precisam de um minuto de silêncio. Ou dois, ou três… É no silêncio que passamos a não ouvir mais os outros e sim a nós. Nosso interior tem muito a nos dizer, mas nem sempre temos tempo de ouvir. 

— Diário de um sonhador

Às vezes, me vejo tão perto do surrel. Onde tudo parece tão inalcançável, tão distante dos meus olhos, distante da realidade. A cada passo dado, a sensação é de andar para trás. Mas não desisti de sonhar, nem de alcançar o que tracei. Uma hora os passos certos serão dados, e o universo irá conspirar para que o caminho não seja inverso.
“É só mais um dia daqueles, paciência, paciência, paciência…” – eu penso.

— Diário de um sonhador

Algumas pessoas pensam que sou um homem feliz, mas é uma doce ilusão. Nem sou feliz, nem sou triste. Deus me deu a coisa mais preciosa do mundo, a vida. E, por causa dela, é que me foi dado o livre caminho para ser feliz ou triste, e decidi ser os dois. Vivo na inconstante felicidade e na interminável tristeza. Se eu jogar uma moeda para cima, nem cara, nem coroa. Minha vida é meio a meio.

— Diário de um sonhador