Me partiu em milhões de mim.” Nenhum grão de areia será suficiente para descrever o quão em pedaços estou. E que isso não pareça forçadamente triste. Não estou aqui para me vitimizar. Pelo contrário, você fez de mim a vítima de um crime bárbaro. Se foi culposo? Não. O dolo foi grande. Foi premeditado. Não sei se tão friamente quanto parece, mas parece. Te feri sim, mas foi em legítima defesa. Eu sei: eu não tenho poder algum para te julgar, pois isso quem fará é Deus. E ele é quem há de te perdoar… E o melhor é que até o dia da sua sentença eu não te veja mais. Não te ouça mais. Não te sinta mais… Nada mais. De você eu só quero um tempo, um vento, um silêncio… Eu estava construindo uma vida, e agora preciso ter vida para me reconstruir. Juntar o que sobrou e que ainda dá para ser aproveitado. Um novo Eu. Porque te ver, ouvir ou sentir, sinceramente, só me despedaça, me mata… Com muita fúria eu te xinguei, não posso mentir. Mas quer saber? Chega de xingamentos… O que você precisa é de oração, pois, não vai ser fácil para você pagar por todo esse crime. Por tudo o que causou… Não só a mim, mas a minha família também. Todos estão sentidos e alguns sofridos também. Preciso orar por mim, por você, por todos que me amam, pelo Amor falecido… Pois esse para sempre será sentido. Não será um caminho fácil para nenhum dos dois. Eu só desejo Paz, e que isso te faça ser uma pessoa melhor e não uma reincidente.

– Diário de um sonhador / Crimes do Coração (texto sobre um irmão)

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