[A última carta]

Foi a parte mais difícil. O último suspiro. A impotência. O inconformismo. A última pedra atirada num lago cheio de vida, amor, alegria… Paz. Fechei os olhos enquanto lágrimas caíam. A dor não se mede. É um pecado querer calculá-la. E é dispensável o pedido de ajuda. A gente cai e cai feio. Mas vê que o feio se torna bonito quando o que se sente, apesar de triste e doloroso, é puro. É amor. Eu não tive com quem falar, desabafar, desaguar. A gente nunca acredita que aconteceu, porque quase tudo lembra o que mais te mantinha vivo e esperançoso. O que te fazia acreditar que algo era inquebrável. E, por mais que você sempre passe por essa situação, em pedaços, você se convence de que não acontecerá mais. Porém, é em vão, de antemão, aviso.

O que sobra são cartas, mensagens e momentos inesquecíveis. A dor é imensa, acredite. E, por mais que eu saiba que aquela mensagem não chegará ao destinatário, entendo que fiz o que pude para evitar. E estou saindo de “casa”, porque o lugar não traz mais alegria.

Foi um ano difícil em todos os aspectos. Projetos nasceram e morreram. Alegrias vieram, mas tristezas também. Abracei e ganhei abraços. Lucrei e tive prejuízos. Mas, dessa única vez, não tenho muito o que dizer. Porque o que eu mais quero falar está preso por dentro. Sentimentos revirados.

Rec, 23 de Dezembro de 2015.


— Diário de um Sonhador

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