San Est, 25 de Janeiro de 2001;

Eu não sei que horas são, mas o Sol está indo embora. As nuvens estão bem douradas. Pra dizer a verdade, não olhei para o relógio nos últimos anos, sabe? Antes eu prestava muita atenção nas horas. Era importante, porque cada minuto ao teu lado fazia toda diferença. Até quando os ponteiros do relógio batiam ao meio-dia, em plena chuva, era bonito, quando você por perto. (Risos) As pessoas costumam dizer que isso é exagero, mas não é. Se todos tivessem você ao lado, saberiam o que eu quero dizer. Hoje, as horas não têm importância. Tanto faz se é dia, noite, chuva, sol, casa ou estrada. Não quero que encare como algo triste. Sério! Tirei o relógio da parede da sala e não uso mais nenhum no pulso. Isso anda me ajudando, entende? Mas preciso ser franca: nada disso faz apagar a falta que você me faz. Passarão cinco, sete, dez anos, mas nada que eu faça te apagará da minha memória. Você é peça insubstituível no jogo em que a vida nos impôs. Não tem Xeque-mate que te derrube. Não importa quanto tempo irei ficar me escondendo do relógio, e sim que você estará nas minhas lembranças em todas as horas da minha vida.

— Diário de um sonhador / Meio-a-Mês

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