Sabe, ano que vem completará dois anos que meu coração está desocupado. Não é que eu fique contando os pauzinhos como se estivesse preso ou marcando os dias de solidão, mas é algo que marca a vida da gente. Romper uma relação muito bem estruturada, uma troca de carinho que completava qualquer falta, um amor que era declarado todos os dias, e que eu tinha a convicção de que jamais acabaria (e jamais acaba) não é fácil. Não se esquece. A gente desapega sim, da carne, mas os (nossos) sentimentos acabam ficando. É inevitável! O tempo passa, e com ele ventos de solidão preenchem o peito. É um vazio que te deixa quieto, sem se desesperar com o silêncio, muito menos com a falta da pessoa amada. Um tempo só teu, e que ajuda a organizar todos os sentimentos. Tem gente que bagunça tudo isso quase dois meses depois do triste fim, e há outros que preferem deixar as coisas bem organizadas, mesmo que leve meses ou anos para colocar tudo em seu devido lugar. Repensei minhas falhas, aprendi, e tive uma reeducação sentimental. Posso até dizer que foi uma renovação. E é assim que me despeço desse ano: renovado.

— Diário de um sonhador 

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