•       Vou contar uma coisa: ultimamente tenho me decepcionado muito. Ano passado, antes do réveillon, estava torcendo para que o ano subsequente chegasse. Porque 2013 é o ano da serpente, segundo a Astrologia Chinesa, e a serpente é considerada um símbolo de boa sorte. Mas, também é um ano que pede calma, um bom planejamento e muita reflexão. Por fim, diz-se ano de amor e sabedoria; tudo bem, não é regra, mas quem não criaria um pouco de esperança em que as coisas fossem ser assim? Torci, planejei, ponderei, e tudo foi por água abaixo. O ano chegou, e seu começo me trouxe uma dor de perda muito grande, uma ausência, desestruturação emocional, e uma série de maus sentimentos. Não digo que a Astrologia está errada, porque sei que sou responsável por todos os meus atos e todas as consequências deles. Porém, me fez entender que o que está escrito acompanha o que é feito fora do papel. Ou seja, temos que fazer por onde para que o escrito dê certo.
  •       Meus amigos – os poucos que tenho – me ajudaram a levantar, a erguer a minha vida. Cheguei onde pretendia: amigos. – Não sou de ter muitos, mas cativo os poucos que tenho. Mas, apenas um, desses poucos, não tenho mais. Uma amizade de anos, desfeita em apenas um dia. Novamente aprendi mais uma lição: quando você achar que tem um amigo de verdade, critique-o quando for necessário. Não uma crítica mascarada, vazia, e sim uma sincera. Algo que não concorda, ou que veja que fará mal à ele. Se ele entender e te agradecer por isso, é um bom sinal. Se te virar as costas, cuidado! É na crítica que enxergamos não só quem somos, mas quem as pessoa são. Não é fácil ser criticado, mas quando somos, é uma chance que ganhamos de ajustar o que possa danificar toda nossa estrutura. Como uma engrenagem ao ser atingida por um objeto estranho, onde você tem a chance de tirá-lo, ou esperar que danifique todo o resto. A amizade é uma engrenagem. Nós somos uma engrenagem. Nossos sentimentos são engrenagens. E, definitivamente, nossa vida é uma engrenagem. Contudo, são perigosas. Quem arrisca tirar o objeto, corre o risco de perder um membro. Bom, comigo foi assim. Arrisquei tirar e perdi um membro, um amigo. Que, de certa forma, fazia parte de mim.
  •      Uma boa fisioterapia – amigo – me ajudou a prosseguir sem esses membros que andei perdendo desde o começo deste ano. Porém, sei que uma hora não irei conseguir ir muito longe perdendo tantos membros. Por isso, busco melhorar cada vez mais meus defeitos, que também fazem parte de mim, mas não necessariamente preciso manter os ruins. Devemos sempre peneirar o que temos de bom e ruim. O que for bom passará, mas o que for ruim, devemos deixar e descartar sem ressentimentos. É preciso dar e receber amor, carinho, solidariedade, companheirismo. Porque perfeito nunca seremos, mas a cada manhã, tarde ou noite, temos a chance de ser pessoas melhores, com sentimentos melhores e com defeitos menores.

— DS / 29 de Julho de 2013 – 04:09 AM

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